Sete sinais

“Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia…” (Êxodo 8:19).

Para ilustrarmos melhor a realidade da fé, poderíamos dizer que a humanidade vive imersa em incredulidade. Há um mar de ceticismo no qual as pessoas estão mergulhadas. Embora estejam em diferentes níveis de profundidade neste mar, as pessoas, raramente vêem à tona; Grande parte delas está satisfeita com as regiões abismais. Adaptaram seus olhos à falta de luz e já não consideram a existência do sol. Por outro lado existem aqueles que vêm à tona esporadicamente, buscando algo que dê sentido à sua existência. Existe ainda nesta alegoria uma terceira categoria de pessoas. São aquelas, em reduzido número, que estão em um barco seguro dentro do qual navegam sobre a superfície destas águas bravias. Sabem do valor de seu barco e também sabem do perigo mortal destas águas. Estão sempre tentando resgatar alguns dos que ascendam à superfície, trazendo-os para o barco.
Há uma preocupação constante e sincera por parte de muitos cristãos piedosos em resgatar tantos quanto possível da incredulidade. Isso é muito importante, no entanto o mais importante é que o próprio Deus deixou sinais de sua atuação sobrenatural neste mundo, tornando clara e insofismável a realidade do seu grande amor. Estes sinais iluminam até o mais profundo dos abismos, levando luz aos que vivem em trevas. Todos que quiserem terão uma base segura para sair das águas da incredulidade e subir a bordo do Barco dos Séculos.
Há várias categorias de sinais dos quais podemos nos valer. Deus os deixou na natureza, na grandeza do firmamento, na complexidade do DNA humano, na amplitude da contemplação interior, na história e cultura dos povos e na Bíblia.
Neste esboço veremos brevemente sete dos mais marcantes sinais deixados por Deus na Bíblia Sagrada. Embora a Alta crítica e a Baixa crítica tenham tentado por séculos desacreditar a Bíblia, não conseguiram o seu intento. Várias outras estratégias foram levadas a cabo pelas forças das trevas na tentativa de impedir que a luz chegasse àqueles que por ela tanto clamavam, por exemplo: Missas e homilias em Latim, exclusividade do clero na leitura e interpretação das Escrituras, proibição pelos governos políticos da leitura e posse das Escrituras, cassação e destruição de milhões de exemplares da Bíblia, crítica histórica e, mais recentemente, deturpação da Verdade em traduções abertas da Bíblia. Ocorre que Deus zela por sua Palavra, pois nela estão os maiores sinais para o mundo de trevas e é nela que Deus se revela ao homem.

Vejamos então alguns sinais insofismáveis contidos na Bíblia:

1. No Éden

Após a queda, o primeiro casal cobriu sua nudez, tecendo aventais com folhas de figueira (Gên. 3:7). Deus dando a entender que os méritos próprios do ser humano e a religiosidade baseada em frutos da terra não poderiam cobrir sua nudez espiritual, fez túnicas de peles a Adão e à sua mulher e os vestiu (Gên. 3:21). Aí está um sinal eterno: Alguém teria que morrer para cobrir a nudez espiritual do ser humano.
Em Gênesis 3:15 vemos o complemento deste sinal, quando Deus afirmou para a Serpente: “… porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Deus aqui está afirmando que alguém da descendência da mulher, no futuro, destruiria o Supremo Representante do Mal aqui tipificado como a semente da Serpente.

Mais adiante os irmãos, Abel e Caim, trouxeram suas dádivas ao Senhor: Abel sacrificou um animal e o trouxe a Deus. Caim trouxe vegetais. O primeiro foi aceito, pois baseava-se no sacrifício de sangue enquanto o segundo foi rejeitado, porque estava baseado no esforço do trabalho humano e no fruto da terra que foi amaldiçoada. (Gên. 4:3-5)

Sinal conclusivo: Alguém teria que morrer para “cobrir” a nudez espiritual do ser humano e conduzí-lo novamente a Deus!

Este é Jesus, o descendente da mulher. O holocausto instituído no Sinai apontava para a necessidade da morte expiatória de alguém para purificação do pecado do povo. Era necessário um cordeiro perfeito ser imolado uma vez por ano. A revelação de que o próprio Filho de Deus se tornaria homem e teria que morrer para expiação dos pecados foi gradativa. Começou com a túnica de peles que Deus providenciou para o primeiro casal. Depois o sacrifício de Abel foi aceito, enquanto o de Caim, que significava esforço humano foi rejeitado.  Esta revelação gradativa chega ao seu ápice com a afirmação de João Batista ao encontrar Jesus no Jordão:  “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

2. Em Abraão

O Senhor prometeu ao patriarca Abrão  que todas as nações da terra seriam benditas nele: “… em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3) e que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu e como a areia do mar: “deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos.” (Gênesis 22:17). Abraão teve que crer que Deus lhe daria um descendente. Entrou por um atalho, fugindo da fé, quando tomou como concubina a serva de Sara, sua mulher já que esta era estéril. Esse atalho só trouxe problemas. O caminho de fé, às vezes não é fácil. Abraão teve que aprendê-lo a duras penas. Teve o filho da promessa na sua velhice. Mesmo após a promessa do filho se cumprir, Deus aplicou à Abraão uma prova duríssima: Pediu seu filho em sacrifício. Abraão teve tamanha fé que acreditou que Deus poderia trazer seu filho da própria morte, pois ele seria o herdeiro da promessa. “Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.” (Gênesis 22:7-8).

No momento em que Abraão levantou o cutelo para imolar Isaque, Deus lhe bradou, impedindo-o que assim fizesse, pois já tinha um Cordeiro preparado para o futuro. Assim como Abraão ofereceu seu filho a Deus, Deus ofereceria seu Filho para morrer pela humanidade.

O objeto do cumprimento da promessa “… em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3)  é reivindicada pelos israelitas  já que são eles os descendentes de sangue do pai Abraão. Todavia a história valida aos judeus esta profecia? As famílias da terra têm sido benditas por Israel? Tem Israel prevalecido contra seus inimigos no decorrer dos séculos? Quanto à numerosidade dos descendentes de Abraão, comparada com países como China, EUA e Brasil, a população de Israel não parece representar muito. Pode sua população ser considerada tão numerosa quanto as estrelas do céu e quanto a areia do mar?  Todas estas perguntam merecem como resposta um honesto Não!

Sinal conclusivo: Se a promessa de grande numerosidade e abençoador das nações feita à Abraão não é necessariamente cumprida em Israel, ela aponta para um outro.

Esta promessa aponta para o Descendente de Abraão, Jesus e para todo aquele que nele crê. A multidão descrita na promessa relaciona-se aos milhares de milhões de crentes de todas as eras e de todas as nações. Abraão é o pai de todos aqueles que crêem. “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.” (Apocalipse 7:9)

3. A benção profética de Jacó

Jacó, ao aproximar-se do momento de sua morte, abençoou seus filhos, proferindo uma profecia para cada um deles com vistas às suas descendências: “Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros. (Gênesis 49:1). Para Judá profetizou o seguinte:

“Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.” (Gênesis 49:8-12)

Esta profecia remete ao domínio da tribo de Judá no âmbito das coisas espirituais. Embora Deus desejasse uma Teocracia para Israel, o povo pediu um rei como as demais nações tinham. Isso fez com que o povo se afastasse do seu Deus, pois a maioria dos reis era ímpia e conduzia toda a nação ao erro. Davi foi uma exceção marcante. Seu reino foi caracterizado pelo temor do Senhor. Após a morte de Davi, reinou em seu lugar seu filho Salomão, que construiu o Templo e que marcou o período de maior glória de Israel.

Davi e Salomão eram da tribo de Judá. Após a morte de Salomão a nação se dividiu em dois reinos. O reino do sul, chamado Judá, com capital em Jerusalém, era composto das tribos de Judá e Benjamin e o reino do norte, chamado Israel com capital em Samaria, que continha as outras dez tribos. Os dois reinos pecaram muito contra o Senhor, mas Judá foi quem conservou o culto a Deus e mesmo no cativeiro babilônico preservou a Palavra de Deus. No entanto a verdade é que, se alguém quiser olhar com olhos honestos, a profecia de Jacó a Judá não foi totalmente cumprida em Davi e nem em seu filho Salomão, que representam o apogeu da história monárquica de Israel. Entre várias questões que ficaram, citamos: Quem é Shiló, a quem, segundo a profecia, se congregarão os povos? O que significa: “Ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas”?

Sinal conclusivo: A profecia de Jacó a Judá não se cumpriu durante o período monárquico de Israel, mas aponta para um personagem  que não estava presente naquele cenário.

“O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” Este é um sinal claro de que o Messias atrairia todas as nações a si mesmo.

“Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente;” Fala de um reinado pacifico e próspero. “Ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.”  Descreve sua morte expiatória e o valor de seu sangue na remissão dos pecados da humanidade.

4. Uma virgem grávida

Lemos em Isaías o intrigante texto: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Isaías 7:14)

Não há muito que falar sobre este texto, pois é auto-explicativo. O próprio texto afirma que este seria um sinal do Senhor, porém a crítica judaica e algumas traduções “menos fiéis” da Bíblia  mudam a tradução da palavra hebraica almah neste texto, de “virgem”  para “jovem” e como justificativa alguns afirmam que se o autor quisesse dar a idéia de virgem teria usado a palavra b’tulah. Este argumento não poderia ser mais inconsistente! O substantivo hebraico b’tulah era usado para apontar uma mulher casada, porém virgem. O termo usado para jovens solteiras era almah. Embora o termo almah se referisse à uma donzela, no contexto necessariamente ela seria virgem porque a lei mosaica impedia terminantemente o sexo antes do casamento. Trocando em miúdos, se alguém quisesse afirmar que uma jovem virgem e solteira se engravidaria, o único termo inteligível seria almah. Aliás, o Antigo Testamento mostra claramente que a palavra almah sempre se refere a uma virgem. Por exemplo, Rebeca, que viria a ser a mulher de Isaque, é chamada de almah em Gênesis 24:43.  Aqui Almah  significa virgem consoante com Gên. 24:16, quando o servo de Abraão encontrou a mesma.

Este entendimento sobre almah é visto em documentos pré-Cristãos e até mesmo pré-Mosaicos. Além disso, uma jovem se engravidar não seria nenhum sinal em nenhuma parte do mundo. Isso soaria tão ridículo quanto o profeta dizer: “O mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que o gato miará!” Só seria sinal se o acontecimento não fosse uma constante rotineira, pois o gato miar é normal, é comum. Agora se dissesse: “O gato falará”, aí sim seria um sinal, como foi para Balaão a repreensão de sua mula!

Sinal conclusivo: O próprio Deus mostraria um sinal sobrenatural: Uma virgem daria à luz um filho e o seu título seria Emanuel, cuja tradução é Deus conosco. Isaías está indicando que o Messias seria a personificação completa do que este nome realmente representa. Emanuel significa que o Messias seria o próprio Deus habitando com seu povo de forma visível. A plenitude da Divindade em carne.

Jesus teve nascimento virginal, contrariando a lógica, a ciência e a religiosidade humana. “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1:31-35)

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;” (Colossenses 2:9)

5. O servo sofredor

Israel esperava um Messias cheio de glória! Tanto já havia sofrido sob a tirania de seus opressores, que delirava por um libertador político que lhes trouxesse dias melhores como talvez aqueles vividos no reinado de Salomão. Tamanha era a obsessão deste povo pela libertação e tamanho o seu orgulho religioso que não verificaram nas Escrituras que o Messias era também descrito como o Servo Sofredor. Tanto o Livro dos Salmos quanto os profetas falaram muito desta característica do Ungido do Senhor. Vamos ver duas passagens bastante significantes:

Alguns versos do Salmo 22: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido? 
Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo. 
Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer. 
Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte. 
Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés. 
Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam. 
Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.” (Salmos 22: 1, 6-8,14-18)
Não é possível resumir o capítulo 53 de Isaías, pois todos os versos, em cada afirmação, são muito relevantes nesta reflexão: “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?
Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.
Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.” (Isaías 53:1-12)

O primeiro texto, o Salmo 22, foi escrito pelo rei Davi e traz afirmações que não podem ser explicadas à luz de sua própria história. Da mesma forma o segundo texto, escrito pelo profeta Isaías aproximadamente em 800 a.C. não tem paralelos inteligíveis em seus dias. O profeta estava falando de algum personagem de grande importância no futuro de Israel e do mundo todo.

Sinal conclusivo: O Messias não seria apenas o Rei de glória, vindo de Deus, mas também um homem humilde, sofredor, solidário com os que sofrem e estaria na posição de sacrifício pelos pecados do povo.

Se cumpriu plenamente em Jesus. Jesus não foi uma vítima. Desde o início de seu ministério afirmou que veio para morrer: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” (Mateus 20:28).

“E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes, para saber o que cada um levaria.
E era a hora terceira, e o crucificaram. E por cima dele estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.
E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. E cumprindo-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. E os que passavam blasfemavam dele, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas, salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.” (Marcos 15:24-30)

6. O precursor do Messias

Deus já não lhes falava por profetas a quatrocentos anos. Em Israel havia efervescência religiosa, mas não havia mais voz profética. O anelo pela libertação política fez com que os líderes religiosos vivessem a ilusão de um governo religioso onde eles mesmos eram os ditadores. Isso era tão forte que, para evitar problemas com o povo, massa de manobra da religião, os próprios romanos respeitavam seus líderes. A última fala profética para Israel fora proferida pela boca de Malaquias: “Eis que envio eu o meu mensageiro, e ele há de preparar o caminho diante de mim; de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o anjo da aliança, no qual vós vos agradais, eis que ele vem, diz Jeová dos exércitos.” (Malaquias 3:1)

Quatrocentos anos após Malaquias proferir estas palavras, aparece João Batista nas margens do Rio Jordão pregando o arrependimento e anunciando a vinda do Reino de Deus com estas palavras: “Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.” (Marcos 1:7-8).

Sinal conclusivo: Antes de o Messias surgir, viria seu anunciador preparando os corações das pessoas para a chegada do Reino de Deus.

Se cumpriu na pessoa de João Batista, o preparador da chegada de Jesus.  “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

7. Jonas, o último sinal

Este sinal foi anunciado pelo próprio Jesus: “Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas; Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.” (Mateus 12:38-40)

Sinal conclusivo: Assim como o profeta Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um peixe, assim também o corpo do Messias permaneceria por três dias e três noites na sepultura.

Jesus morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia. Em seu nascimento, vida, morte e ressurreição, Jesus , cumpriu mais de 600 profecias . “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” (João 20:19-21)

União dos sinais

A união deste sinais e de tantos outros não citados aqui aponta claramente para Jesus Cristo de Nazaré. Seu nascimento dividiu a contagem do tempo entre antes de Cristo e depois de Cristo. Deus permitiu que isso fosse assim para testemunho a todos na face da terra. Da mesma forma cada ser humano que se encontra com Jesus também tem sua vida dividida em antes de Cristo e depois de Cristo. Antes na morte e depois na vida.
“Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.” (Gálatas 3:8-9)

Você ainda procura sinais? Esta mensagem é mais um sinal de Deus. Se quiser sair das águas do mar da incredulidade, terá de Deus toda a ajuda para isso. Suba a bordo  deste barco maravilhoso e siga em paz para o Porto Seguro. Jesus é a nossa Arca.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Daril

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2 thoughts on “Sete sinais

    • Oi Rosani! Obrigado!
      Manda um abraço para o Emiel. Fala prá ele que no blog já tem um tradutor (meia-boca do Google) para o neerlandês.
      Se Deus quiser no próximo ano, estaremos em Aarschot.

      Bjs.

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