Defeitos humanos

Gananciosos, ciumentos, cobiçosos, insensíveis, folgados, infiéis, irritadiços, desonestos, violentos, impacientes, orgulhosos, covardes, interesseiros, egoístas, incoerentes, intolerantes, mentirosos, hipócritas, incrédulos, iludidos, procrastinadores, fingidos, injustos, invejosos, inseguros, impuros, idólatras, feiticeiros, lascivos, adúlteros, etc. Dentro deste “etc.” cabe muito mais.

A maioria das pessoas em nossos dias tem vários dos maus adjetivos acima. Isto é um fato. Outro fato: Raramente encontraremos uma pessoa, incluindo eu e você, que não tenha no mínimo dois destes adjetivos. A correria do dia a dia nos impede de pararmos e analisarmos nossos próprios comportamentos, mas se formos honestos conosco mesmos veremos que a lista acima não nos é nada estranha. Nossos relacionamentos com as pessoas são muitas vezes ditados por essas nossas “qualidades”. Resguardadas as proporções, elas se manifestam no nosso lar, no trânsito, no trabalho, no lazer, na política e até na igreja.

Mas porque somos assim? Consciente ou inconscientemente vivemos manifestando atitudes que demonstram o que na verdade somos por dentro. Por mais que procuremos “domar” nossos instintos, quando menos esperamos (ou quando menos as outras pessoas esperam) o mal vem à tona e todos percebem que estamos naquela lista feia do primeiro parágrafo. Estamos bichados. Sim, somos como uma fruta bichada, como feijão carunchado. Parece que estamos avariados, defeituosos. Somos como uma máquina quebrada. Uma engrenagem com areia ao invés de óleo. Se você quer termos mais modernos, somos como um computador cheio de vírus, um sistema operacional travado por malwares. Por mais que queiramos agir corretamente seguindo o que a lógica nos aponta, os malwares nos induzem a fazer tudo errado e isso acontece naturalmente e sem nenhum esforço. O mal é destilado de nossas vidas da mesma forma que uma fonte jorra água.

Alguém, referindo-se a este problema humano universal, afirmou com muita propriedade: Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.” (Apóstolo Paulo em Romanos 7:18-19). Chegamos a um ponto em que para sermos honestos teremos que admitir que o ser humano é um ser decadente. Naturalmente isso contraria frontalmente a idéia evolucionista. Realmente não estamos evoluindo. A verdade é exatamente o contrário. A cada dia a sociedade se identifica mais com o primeiro parágrafo deste texto. Comparados aos animais, que a ciência chama de irracionais, estamos regredindo e não progredindo.

Estamos numa “Involução”!

Mas se estamos numa “involução” como podemos explicar isso? Se concordarmos que estamos numa involução, então deveremos considerar que no passado fomos melhores do que somos agora. Bom, isso é bater de frente com os teimosos evolucionistas. Eu nada devo aos evolucionistas e, portanto, não deixarei de escrever sobre a verdade na qual creio. Quem quiser que continue a crer nas “Estórias da Carochinha” dos evolucionistas. O homem já foi muito melhor do que é hoje. Não foi criado para ser mau, mas tornou-se mau. O conflito existente dentro do ser humano é fruto da discrepância entre o que foi criado para ser e o que é atualmente. Afastando-se do seu Criador entrou em colapso. Sua estrutura física, que deveria ser harmoniosamente dirigida pelo Espírito, não funciona adequadamente. O seu alcance espiritual deveria ir além das estrelas. Seu espírito deveria dominar sobre a matéria construtivamente. No entanto um espírito morto (por estar afastado de Deus) não pode dirigir nem mesmo seu próprio corpo e muito menos o universo em que habita.

O ser humano é um caos. O mundo do ser humano conseqüentemente tornou-se também um caos.

O fato de que nós constantemente produzimos o mal de dentro para fora é algo para lamentarmos profundamente. Porque tantos suicídios ao redor do mundo? Pela frustração de não ser o que se nasceu para ser! O apóstolo Paulo expressou o seu lamento com estas palavras: “… mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” (Romanos 7:23-24). Nas palavras do apóstolo Paulo seria necessário que algo ou alguém o libertasse deste seu corpo sujeito à morte e aos males dela decorrentes: “Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” (Romanos 7:24). Realmente somos miseráveis. Mais miseráveis, no entanto, são aqueles que não vêm esta lamentável realidade universal, como diz o ditado: “Pior cego é aquele que não quer enxergar”! Qualquer solução humana apenas “maquia” o problema, pois o mesmo é estrutural. A Psicologia proclamou que resolveria os problemas humanos ao afirmar que Freud explicava tudo. Coitado do Dr. Freud que não pode explicar nem seus próprios graves e profundos problemas. Hoje o que mais se vê são pessoas reféns, financeira e emocionalmente, de psicólogos que estão cada dia mais ricos, apesar de serem tão desajustados quanto seus pacientes. Mas isso é normal. As pessoas tem que lançar suas “redes de esperança” em alguma água, para não desistir da vida. Algo está profundamente errado dentro delas, quem sabe fazer análise ajude! Quem sabe pesquem algum”peixe” que lhes traga um pouco de paz. Fazer análise ajuda sim! Ajuda a distrair e não olhar para o cerne do problema. Também ajuda os psicólogos a ter uma vida financeira melhor. Voltando ao apóstolo Paulo, ele mesmo após fazer uma crítica honesta do problema universal do ser humano, aponta para a solução: Andar em Espírito. Como assim? É!!! Andar em Espírito!

Andar em Espírito é a única solução

A natureza adâmica caída que domina o corpo humano não tem solução nesta era. É preciso andar em Espírito, mas para se andar em Espírito é necessário antes nascer do Espírito. Jesus havia dito a Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” (João 3:5-6). Quando alguém crê de todo o coração que Jesus é o Filho de Deus e que Deus o ressuscitou dos mortos, nasce espiritualmente. Esta pessoa quando crê em Jesus desta forma, nasce do Espírito. Isto é um fato. Podemos acrescentar que nenhuma outra religião é baseada em fatos, mas sim em dogmas. O cristianismo, ao contrário de todas as demais religiões é baseada em fatos e concretiza-se nas vidas humanas através do fato do novo nascimento. Quando se nasce do Espírito passa-se a “existir” na dimensão espiritual celestial. A vida passa a seguir outras direções. Segundo Jesus, “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 3:8)

Nascer do Espírito é apenas o começo. Um começo glorioso e sobrenatural, pois envolve os céus e os traz para o cenário humano. No entanto para se vencer a inclinação natural do ser humano é necessário andar em Espírito. Paulo afirma: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:1-2). “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” (Romanos 8:5-6). “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Romanos 8:11-14).

Quando andamos em Espírito, trocamos a lista de defeitos citados no início deste texto pelos frutos do Espírito. São poucos itens, mas matam toda aquela imensa lista do primeiro parágrafo: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5:22)

 

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gálatas 5:25)

Daril Simões

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2 thoughts on “Defeitos humanos

  1. I had to use a translator to read your post. Excellent writing. I agree that walking in Spirit is key to living. We are born from Spirit, from God and lose the connection as we walk through the years of youth and adulthood in this physical world. Unless…. there is Grace, or events directed by Grace that lead us on an inward journey back to Spirit. Then we can again feel the connection to the great I AM.

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