Mais perto de Jesus

Perto2x“Ora, achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava.” (João 13:23)

Por três ocasiões a Bíblia nos informa que João, chamado de discípulo amado,  estava recostado sobre o peito de Jesus. Parece que era um hábito de João estar bem perto de Jesus. Algo que ele descobriu, conquistou e não mais deixou.

Hoje, meditando sobre o relacionamento de João com Jesus, me vieram à mente duas questões! A primeira: Qual era a motivação de João para estar tão próximo do Mestre? Todos são movidos por alguma motivação. Esta motivação pode ser positiva ou negativa, nobre ou vulgar, ativa ou passiva, direta ou indireta, mas sempre há uma motivação. A segunda questão é: Porque chamavam João de “O discípulo amado”? Os demais não eram amados ou não se consideravam amados?

Com relação à primeira questão, poderíamos pensar em algumas hipóteses. Talvez, por exemplo, João fosse uma pessoa de mente brilhante, acima da média, e tenha entendido que quanto mais próximo de Jesus mais se beneficiaria daquela maravilhosa unção que dEle emanava, curando enfermos, inspirando e transformando vidas. Talvez João fosse uma pessoa espiritualmente muito sensível e tenha percebido logo que junto a Jesus havia algo muito, mas muito, especial. Talvez, ainda, João fosse uma pessoa carente, introspectiva ou mesmo deprimida e por esta razão tenha se aproximado tanto de Jesus. Esta hipótese é bem plausível, pois no sermão das bem aventuranças Jesus declarou que “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus” (Mateus 5:3), dando a entender que aquelas pessoas que assumem para si mesmos que são fracos, limitados, necessitados tem mais facilidade de se aproximar de Deus do que as “autossuficientes” que não precisam ou acham que não precisam de ajuda!

Não sabemos praticamente nada sobre a história de João antes de se encontrar com Jesus. Não sabemos qual o seu perfil psicológico e também não sabemos quais dificuldades enfrentou para se aproximar do Senhor, mas a verdade é que João descobriu o melhor lugar para estar. Ele sabia o que tinha encontrado e uma vez conquistado tal tesouro não mais abriria mão do mesmo.

O próprio João, estando já bem velhinho, escreveu sobre a maravilhosa essência de Jesus, que conheceu quando jovem. Suas palavras lançam luz sobre sua experiência junto à Jesus e justificam seu grande zelo pela proximidade do Mestre:

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada.
Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa. Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma.” (1 João 1:1-5)

O que é realmente importante nos relatos sobre João, o discípulo amado, é o quanto podemos aplicá-los às nossas próprias vidas. Embora todos nós tenhamos limitações e complexos, às vezes decorrentes de traumas íntimos não resolvidos, o mais importante a ser considerado não é qual é o nosso nível de sensibilidade espiritual  ou de intelectualidade. Não é tão importante o nosso perfil psicológico neste mundo  ou quais os traumas que trazemos conosco. O mais importante questionamento que podemos ter aqui é: Qual o nosso distanciamento de Jesus?

Resumindo, não é importante qual é o nosso problema, mas sim qual é a solução para o mesmo. Para João o aproximar-se de Jesus foi a solução. Um novo começo, uma nova vida! Agora uma vida de valor eterno. Em Jesus, João encontrou o contentamento, a alegria e o propósito da vida.

Estar longe de Jesus é estar junto à morte, pois Jesus é a Vida. Estar longe de Jesus é estar em trevas, pois Jesus é a Luz. É imprescindível que nos aproximemos de Jesus e junto dele permaneçamos.

Não há maior prazer e contentamento possível. Jesus é infinitamente desejável!

Aqui obtemos a resposta para o segundo questionamento. Quanto mais perto de Jesus alguém se aproxima, mais consciente fica do Seu amor e isso reflete em todas as áreas da vida. Todos os discípulos de Jesus eram amados. Havia um Pedro amado, um Mateus amado, um Tiago amado e assim por diante. A consciência do amor de Deus por nós é aumentada na proporção de nossa aproximação do Senhor Jesus. Além disso, quanto mais nos aproximamos de Jesus, mais parecidos com Ele ficamos e mais influenciados por Sua personalidade somos.

Parece-nos que a convicção e a felicidade de ser amado por Deus era algo notável em João. Por esta razão ele era chamado de “O discípulo amado”!

Todos tem a necessidade de ser amado e se sentir amado! O amor é o elemento indispensável da vida. O mundo está um caus por falta de amor!

Quer se sentir mais amado? Aproxime-se mais de Jesus!

“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10)

 Daril Simões

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