Cinco maneiras de mentir para Deus

 

Judas3

O termo “mentir para Deus” está relacionado aos subterfúgios que criamos para tranquilizar nossas consciências ao ignorarmos a voz do Espírito Santo. Certamente há muitas maneiras de se mentir para Deus! Todos os dias isso ocorre ao nosso redor e no mundo todo. Cada pessoa que está fugindo de Deus tem uma forma peculiar e auto convincente de mentir para o Espírito Santo. Apesar disso existem algumas formas mais comuns que estão presentes na maioria dos casos de “fugitivos de Deus”. Hoje vamos falar de cinco destas formas bastante comuns que o ser humano usa para mentir para Deus. São cinco formas bem elaboradas que pela sua repetição sistemática conduz à cauterização da consciência e, consequentemente, ao silenciar da voz do Espírito Santo.

1) Religião: Desde o assassinato de Abel por seu irmão Caim, a Religião é uma das maiores e mais ímpias formas de se mentir para Deus. Milhões de pessoas todos os dias se afastam mais e mais de Deus confiados que sua religião lhes garantirá o favor divino. Homens mergulhados até o pescoço em adultério, traições, injustiças sociais, ganância por bens materiais e egoísmo desenfreado se escondem atrás de sua religião. Às vezes são tão simplistas em suas afirmações, “É a religião de meus pais!”, “Rezo todos os dias!”, “Não falto à uma reunião!”, que parecem pensar que Deus não conhece seus corações. Não há como enganar à Deus. “Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: “Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? Dêem fruto que mostre o arrependimento!” (Mateus 3:7,8);

2) Ateísmo (ou Não-Religião): Se a Religião é uma grande forma de se mentir para Deus, o Ateísmo é outra maneira de se mentir descaradamente para o Espírito Santo. Claro que não me refiro àquelas pessoas que embora não consigam crer, desejam muito ter fé. Estas devem procurar ajuda. Devem clamar à Deus de todo o coração por fé, como Jesus orientou: “Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.” (Lucas 11:9,10). Me refiro aos ateus que se escondem atrás da afirmação fácil e evasiva de que “Deus não existe e ponto!”, ferindo desta forma o seu próprio intelecto e subjugando-o à uma condição limitadamente materialista. Nosso espírito se amolda ao padrão de nossos pensamentos. Coloca-se dentro do vaso o conteúdo que se desejar, todavia o conteúdo, por sua vez, dará ao vaso o seu valor final. “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado.” (1 Cor. 3:16, 17);

3) Boas obras (ou Ativismo): “Boas obras” nem sempre refletem obras para Deus ou inspiradas por Ele. “Boas obras” muitas vezes são inspiradas por interesses escusos, indignos ou mesmo egoístas! Só para dar alguns poucos exemplos desta verdade, podemos citar as doações feitas para abatimento de impostos, para lavagem de dinheiro adquirido de forma desonesta e o pior de tudo, doações para aplacar uma consciência em conflito com Deus ou ainda para receber a gratificação do “mérito de bom homem”. O mesmo ocorre com o ativismo. Uma grande parcela de pessoas na sociedade atual abranda suas consciências com o ativismo. É incontável o número de ONGs de caráter social, de proteção dos animais ou do meio ambiente, que nasceram nos últimos vinte anos. Certamente não é errado ser ativista! O que é errado é ser ativista para dar um sentido à vida sem Deus! As boas obras devem ser feitas sempre, mas elas devem ser reais e de pleno coração. Devem nascer de um coração que conhece à Deus e verdadeiramente ama. “Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.” (1 Cor. 13:3);

4) Auto-piedade: O mundo está cheio de auto-piedade. Ela pode enganar a todos, mas não impressiona à Deus. A auto-piedade está relacionada com uma avaliação não realista de si mesmo. A pessoa atribui a si mesmo uma condição de vítima das circunstâncias, de super sofredor, de injustiçado. Outras vezes quer se parecer com um “salvador da pátria”, o super honesto, o dadivoso, como se honestidade não fosse uma obrigação de todos os seres humanos. Esta pessoa faz parecer que está andando em direção à Deus, mas a verdade é que está se afastando de Deus a cada passo que dá. Todo aquele que procura se justificar por seus atos, buscando ver visto como “o bom”, na esperança de ser elogiado está fugindo da verdade e, portanto, mentindo para Deus. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6);

5) Materialismo: Neste item estão contidos o consumismo desenfreado, a ganância por dinheiro e por bens materiais, a vida justificada meramente pelo prazer. Hoje é bastante comum ouvirmos a máxima “O importante é ser feliz!” como sendo uma verdade universal, quando ela é mesmo uma mentira universal. O importante não é ser feliz pelo padrão materialista que vive em função do prazer e do consumismo! O importante é ter paz com Deus e isso não está condicionado às circunstâncias materiais e sim com um relacionamento verdadeiro com o Espírito Santo. Quem vive em função do prazer material, dizendo para si mesmo que este é o caminho da felicidade mente para Deus. “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6:24), “Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.” (Apocalipse 3:17)

Mentir para Deus é um pecado gravíssimo. Em Atos 5, Ananias e sua mulher Safira foram fulminados por terem mentido para o Espírito Santo, que os deixou como exemplos no início da era da Igreja para que tivéssemos temor. Hoje milhares de pessoas estão espiritualmente mortas, por viverem uma grande e constante mentira. Até quando Deus suportará a hipocrisia e a mentira? Até quando as pessoas permanecerão embrutecidas, fazendo silenciar a voz de Deus?

O Espírito Santo é meigo, gentil, verdadeiro “gentleman”. Ele nos aponta Jesus, o salvador. Não devemos mentir ao Espírito Santo, pois somente Ele pode nos convencer de nosso erros e nos guiar ao Caminho. Sim, o Espírito Santo nos faz ouvir a voz de Jesus, mas se nos embrutecermos, não mais a poderemos ouvir. “Assim, como diz o Espírito Santo: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração …” (Hebreus 3: 7,8)

Hoje Jesus nos fala mansamente e com muito amor:

Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:19, 20)

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16)

Daril Simões

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